Nova pagina 1
     HOME
     Escritório
     Áreas de Atuação
     Notícias
     Econews
     LINKS

     CONTATOS
 
 
Cadastre seu e

Cadastre-se para receber nosso informativo.
 

Nome

E-mail

        

 
 

Notícias - Maio/2020

 

Mapeamento do IEF revela 12,8 milhões de hectares da Mata Atlântica em MG

[22/05/2020]

Minas Gerais passou a ter mais informações sobre as características da mata atlântica em seu território e também mais subsídios para avaliar os pedidos de supressão de vegetação e de licenciamento ambiental relativos a esse bioma.

Já está disponível na internet o Mapeamento da Cobertura Vegetal da Mata Atlântica de Minas Gerais, levantamento contratado pelo Instituto Estadual de Floresta - IEF que traz dados capazes de quantificar e também qualificar, por estágio de crescimento, a mata atlântica mineira.

O levantamento, feito com financiamento do Banco de Desenvolvimento Alemão KFW, por meio do Programa PROMATA II, revelou um total de 12,8 milhões de hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica em Minas. Isso equivale a 41,8% da área total mapeada no estado. Os dados estão disponíveis na Plataforma de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - IDE-SISEMA.

Além da camada de informações produzida a partir de imagens geradas por satélite, o trabalho da tecnologia foi ratificado por cerca de 2 mil visitas de campo, em que técnicos do IEF puderam comparar as informações obtidas a partir das imagens com a realidade da vegetação encontrada nas visitas. Também foram feitas avaliações com uso de imagens de drone. Todo o trabalho gerou fichas de vistoria técnica, também disponíveis na IDE-SISEMA, para consulta.

A maioria das imagens de satélite usadas é do ano de 2014, mas há registros também de 2015. As visitas de campo, que confirmaram o conteúdo das imagens de satélite, no entanto, são de 2018 e 2019.

Nova base de dados

Até então, os dados de que o IEF dispunha tinham uma base de análise distinta da atual e eram referentes a 2009, mostrando um remanescente de 8 milhões de hectares de mata atlântica, o que correspondia a 29,3% dos limites legais do bioma, em um universo mapeado de 27,3 milhões de hectares.

Deste modo, o uso das informações do novo mapeamento vai permitir uma visão mais atualizada do bioma, bem como vai garantir maior assertividade à gestão ambiental em Minas. Isso porque, além de ser uma importante ferramenta para os técnicos que lidam com os atos autorizativos referentes à mata atlântica e também com a fiscalização do desmatamento ilegal, as informações serão de extrema relevância para o trabalho de consultores e de pessoas ou corporações que desejam empreender no Estado.

Outro ponto importante é a facilidade e acesso. As informações do mapeamento podem ser consultadas de qualquer local e a qualquer momento. Elas estão disponíveis em uma camada de informação geoespacial da IDE-SISEMA, em formato shape file, que traz os contornos da vegetação.

A IDE-SISEMA é uma ferramenta que permite a visualização completa dos atributos ambientais existentes no território mineiro, como relevo, vegetação, presença de áreas de preservação, entre outros aspectos importantes para a regularização de empreendimentos a partir do licenciamento ambiental e também para uso da água. A ferramenta garante, de forma gratuita, o acesso pelo empreendedor às informações espaciais dos chamados critérios locacionais, que são componentes ambientais mais relevantes e mais sensíveis para a instalação de um empreendimento.

Entenda O Levantamento

Para levantar a área remanescente da vegetação nativa de Mata Atlântica em Minas, o mapeamento fez uma varredura em 30.673.854,99 hectares, que incluiu o limite legal do bioma estabelecido pela Lei Federal 11.428/2006, acrescido de um buffer de cinco quilômetros, considerando as áreas de transição para os outros biomas. Nesse universo, foram identificados 12.817.664,32 hectares de remanescentes de vegetação nativa, o que corresponde a 41,8% da área mapeada.

O último levantamento disponível antes do novo produto era de 2009 e trazia um mapeamento de todo território estadual, incluindo, além do bioma Mata Atlântica, os biomas Cerrado e Caatinga. Os dois levantamentos possuem diferenças, sendo que a principal delas é a qualidade das imagens de satélite utilizadas.

O novo mapeamento utilizou imagens do satélite Rapideye com resolução espacial de cinco metros, o que significa uma qualidade bastante superior ao trabalho de 2009, que contava com imagens do satélite Landsat com 30 metros de resolução espacial. O uso de imagens de melhor qualidade permitiu uma melhor identificação das áreas de remanescentes florestais em relação ao último levantamento.

Fonte: IEF